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Sex, 26 de Setembro de 2008 14:09
Ananindeua

A Casa da Esperança, desde outubro de 2007, iniciou suas atividades no Estado do Pará, na cidade de Ananindeua, graças a uma parceria com a Associação de Amigos de Autistas de Belém (AMAB). 

A AMAB existe desde 1989, tendo se desarticulado durante o quarto mandato da diretoria, em 1998, ao final de um lento processo de desestimulação das famílias, que não conseguiram recursos para tocar à frente o projeto de criar, no Estado do Pará, uma organização para o atendimento de pessoas autistas e com problemas correlatos.

No ano de 2006, várias famílias paraenses viajaram ao Ceará em busca de diagnóstico e orientação para lidarem com os problemas do autismo de seus filhos, chegando muitas destas famílias a se estabelecerem em Fortaleza.

O fluxo de famílias do Pará aumentou a tal proporção, tal como de outras regiões brasileiras em direção ao Ceará (inclusive de São Paulo, Paraná e Rio de janeiro), que foi cogitada a possibilidade de rearticulação da AMAB, visando aproveitar o know-how acumulado da Casa da Esperança, tanto no manejo do comportamento e da educação dos estudantes autistas como no uso dos dispositivos legais presentes na legislação brasileira para a captação de recursos técnicos e financeiros para organizações não-governamentais.

 

marcele

Isso faz com que a “Casa da Esperança” de Ananindeua inicie com pé direito: tendo 14 anos de experiência de sua irmã cearense como respaldo, os gigantes em cujos ombros nos apoiamos para iniciar nosso trabalho.

A Casa da Esperança, no Pará, funciona em uma casa em Ananindeua, cuja frente pode ser vista na figura, cercada de verde, como a Casa da Esperança original, visando à criação de um ambiente calmo e relaxante, onde autistas e não autistas possam sentir-se em comunhão com a natureza, diminuindo os níveis de estresses comumente associados ao autismo.

Uma visita inicial de alguns dos atuais pacientes da Casa da Esperança no Pará estiveram em uma atividade de integração na sede no dia 20 de junho de 2007, demonstrando que um ambiente como o descrito acima minimiza os problemas comportamentais: apesar de ser a primeira visita, não houveram birras ou quaisquer incidentes associados a dificuldades de adaptação a ambientes novos tão conhecidos por familiares de pessoas autistas.

No próximo mês a Casa da Esperança completará 01 ano de atividade no Pará, como uma equipe cada vez mais bem preparada, tendo à sua frente o psicólogo cearense Adriano Pordeus. 

Última atualização em Sex, 26 de Setembro de 2008 15:09
 
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