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Sex, 06 de Outubro de 2006 16:29

A Casa da Esperança sempre colocou a pesquisa e o conhecimento científico a serviço da boa prática de ensino, selecionando aspectos de diferentes metodologias e adequando-os estilo de trabalho da organização e às necessidades específicas de cada pessoa com autismo atendida por seus programas.

Desde o Currículo Funcional Natural da Dra. Judith LeBlanc, passando pela metodologia TEACCH e aderindo de modo cada vez mais integral à recém publicada abordagem SCERTS , a Casa da Esperança sempre procurou ficar antenada com as contribuições teóricas e práticas que respeitassem de modo mais radical a integridade da pessoa autista, tratando seus educandos não como pessoas com “defeito”, mas como seres humanos completos que são, cujas habilidades podem e devem ser estimuladas a um desenvolvimento pleno, a despeito de suas numerosas dificuldades.

Em parceria com a Universidade de Yale, a Casa realizou capacitação dos seus profissionais diretamente com uma das autoras do modelo SCERTS, a Terapeuta Ocupacional americana Amy Laurent e tem em seu diretor técnico, o psicólogo brasileiro Alexandre Costa, como representante do método no Brasil. A Casa da Esperança utiliza aspectos essenciais dessa abordagem, cujos pressupostos, convenientemente adaptados à nossa realidade, reproduzimos aqui, para melhor apreciação dos objetivos da sua metodologia de trabalho.
O nosso esforço educacional busca implementar Apoios Transacionais para atingir metas prioritárias em Comunicação Social e Regulação Emocional.
 

Nossos objetivos

GERAL
Oferecer educação especializada para estudantes com transtornos do espectro do autismo, que contemple as prioridades no desenvolvimento de habilidades de Comunicação Social e Regulação Emocional, através do desenvolvimento de apoios transacionais na adaptação de material pedagógico e na instalação de condutas essenciais à inserção, participação e manutenção dos educandos no mundo da escola e do trabalho, assim como a sua plena participação na vida familiar e comunitária.

ESPECÍFICOS

  • Garantir serviço de diagnóstico e intervenção precoce, para crianças com autismo, através de estimulação neurosensorial objetivando otimização dos processos de desenvolvimento e aprendizagem.
  • Prover educação especializada para estudantes com autismo a partir dos 02 anos de idade, através da  identificação, elaboração e organização de recursos pedagógicos e de comunicação alternativa, tecnologia assistiva e acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos com autismo, no mundo da escola, considerando as suas necessidades específicas.
  • Prover educação profissional para jovens portadores de Transtorno Autístico, Transtorno de Asperger e outros transtornos relacionados.
  • Garantir a infra-estrutura necessária para a produção de produtos e serviços de boa qualidade por pessoas portadoras de autismo, capazes de garantir-lhes uma renda própria, quer pela realização de trabalho independente, quer pela participação em equipes prestadoras de serviços;
  • Sensibilizar a sociedade para o potencial pouco explorado de pessoas com autismo;
  • Garantir aos jovens com autismo um ambiente de trabalho estruturado que, respeitando suas excentricidades, aposte na possibilidade de contribuições singulares decorrentes do próprio autismo;
  • Contribuir para a disseminação de uma filosofia da diferença, do respeito à diversidade como fator enriquecedor do convívio e das possibilidades humanas.
  • Contribuir para a melhoria de auto-estima de jovens com autismo, que por suas histórias, marcadas por dificuldades biológicas e sociais, geralmente, têm comprometidas sua auto-imagem e crenças em suas próprias possibilidades;
  • Contribuir para o desenvolvimento de relações interpessoais significativas para jovens autistas através de vivências em grupo que respeitem suas dificuldades e limites;
  • Proporcionar atividades culturais e de lazer a pessoas portadoras de autismo;
  • Melhorar o desempenho de jovens autistas em atividades de vida diária e de vida prática, contribuindo para sua inserção na vida familiar e comunitária;
  • Oferecer atividades que visem a melhoria da capacidade de compreensão e expressão de diferentes tipos de comunicação social.
     

 

Última atualização em Qua, 23 de Abril de 2008 17:28
 
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